Entenda como a análise de ponto comercial redefine suas decisões de expansão, evita riscos invisíveis e garante que cada nova loja comece no endereço mais lucrativo.
Vale a pena abrir uma nova loja neste ponto comercial ou o endereço vai virar um peso no seu caixa?
A resposta não está na fachada bonita, nem no “feeling” de que a rua é movimentada.
Ela depende de uma análise de ponto comercial bem estruturada, que cruza dados de público, fluxo de pessoas, custos, concorrência e tributação para descobrir se a unidade consegue gerar lucro de forma consistente.
Quando você conecta essa análise à contabilidade consultiva, a decisão fica mais clara.
Em vez de apostar em um endereço, você compara cenários de faturamento, ponto de equilíbrio, payback e impacto dos impostos antes de assinar o contrato.
Assim, reduz o risco de investir alto em um ponto que não se paga e aumenta as chances de a nova loja nascer saudável.
Ao longo deste artigo, você vai ver o que deve ser avaliado no ponto, como o contador consultivo transforma informações em números concretos e por que isso se torna ainda mais estratégico para empresários que atuam em grandes centros, como Brasília e região.
Índice
TogglePor que o ponto comercial influencia tanto o resultado da loja?
Em negócios físicos, o ponto não é apenas o “endereço da empresa”.
Ele interfere diretamente no volume de clientes, no ticket médio, na percepção de valor da marca e nos custos fixos.
Por isso, cada unidade traz um risco próprio: o mesmo modelo de negócio pode funcionar muito bem em uma região e dar prejuízo em outra.
Além disso, sem um estudo prévio, o empresário tende a cometer dois erros clássicos:
- Escolher uma área com baixa aderência ao público ideal;
- Assumir um imóvel cujo custo fixo consome quase toda a margem.
Com uma análise de ponto comercial feita de forma profissional, você enxerga esses riscos antes de abrir as portas e consegue recusar endereços que pareciam promissores apenas na aparência.
O que entra em uma análise de ponto comercial completa?
Para empresários que querem crescer com segurança, não basta gostar do imóvel.
É preciso analisar o ponto sob diferentes ângulos.
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Público-alvo e demanda local
Antes de qualquer coisa, vale observar o entorno.
Quem circula ali tem o perfil do seu cliente?
A região concentra moradores, trabalhadores de escritório, estudantes ou turistas?
Há renda compatível com o preço dos seus produtos ou serviços?
Quando você entende esse contexto, já consegue eliminar pontos que não conversam com o público que deseja atrair.
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Fluxo de pessoas e acessibilidade
Depois, o fluxo de pessoas precisa ser medido com calma.
Não adianta avaliar apenas em um horário de pico; é importante observar diferentes dias e turnos.
Além disso, a qualidade desse fluxo conta tanto quanto a quantidade.
De nada adianta muito movimento se quase ninguém faz parte do seu mercado-alvo.
A acessibilidade entra na conta da mesma forma.
Visibilidade da fachada, facilidade de estacionamento, acesso por transporte público, calçadas em bom estado e sensação de segurança influenciam a decisão de compra e a recorrência do cliente.
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Concorrência e negócios complementares
Em seguida, vale mapear concorrentes diretos e negócios complementares.
Concorrentes podem indicar que existe demanda, porém também podem pressionar preços e margens.
Já atividades complementares como serviços, restaurantes ou lojas que atendem o mesmo público sob outras necessidades ajudam a formar um polo comercial, o que aumenta o fluxo qualificado.
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Estrutura física do imóvel
Por fim, a estrutura do imóvel precisa sustentar a operação.
Área de vendas, estoque, banheiros, pontos de energia, possibilidades de vitrine, acessos internos e condições para atender normas de segurança e vigilância importam tanto quanto o valor do aluguel.
Muitas vezes o “ponto barato” exige reformas extensas, o que eleva o investimento inicial e alonga o prazo de retorno.
Como a contabilidade consultiva valida a viabilidade do ponto?
Depois de olhar a rua, entra o momento de olhar os números.
A contabilidade consultiva faz essa ponte entre o potencial do ponto e a realidade financeira do negócio.
Em vez de limitar o trabalho ao cumprimento de obrigações legais, o contador passa a atuar como parceiro estratégico, ajudando você a decidir com base em dados.
Com as informações de público, fluxo, concorrência e estrutura, a contabilidade consultiva projeta faturamento, calcula custos e simula diferentes cenários.
Além disso, avalia prazos de abertura, necessidade de licenças, impacto de cada regime tributário e exigências específicas da cidade e do segmento.
Assim, a análise deixa de ser genérica e passa a refletir exatamente a realidade da nova unidade.
O “raio-x” financeiro do ponto comercial
Na prática, a contabilidade consultiva aplica um verdadeiro raio-x financeiro ao ponto e mostra se a loja tem fôlego para se manter.
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Estimativa de faturamento
A primeira etapa consiste em estimar o faturamento.
Para isso, o profissional cruza três fatores: volume de pessoas que passam pelo local, percentual de conversão esperado e ticket médio que o público daquela região suporta.
A partir daí, ele monta cenários conservador, moderado e otimista.
Esse exercício não elimina incertezas, mas diminui muito o risco de superestimar o potencial do endereço.
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Estrutura de custos
Em seguida, vem o mapa de custos.
Aluguel, condomínio, IPTU, energia, folha de pagamento, encargos, taxas de cartão, marketing local, reposição de estoque e despesas com legalização entram na conta.
Quando você enxerga o custo total da unidade mês a mês, fica mais fácil perceber se o ponto combina com o porte atual da empresa.
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Ponto de equilíbrio e payback
Com receita e despesas projetadas, o contador calcula o ponto de equilíbrio: o valor mínimo de faturamento para cobrir todos os gastos.
Depois, projeta o payback, ou seja, em quanto tempo o investimento inicial incluindo reformas, mobiliário, tecnologia e capital de giro tende a retornar para o caixa.
Se o ponto de equilíbrio estiver muito alto para a realidade do bairro, ou se o payback se alongar demais em relação à sua capacidade financeira, o endereço provavelmente não compensa.
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Regime tributário e margem
Por fim, a contabilidade consultiva avalia como o enquadramento tributário e os códigos de atividade influenciam a margem.
Em muitos casos, pequenas decisões nessa etapa reduzem a carga tributária dentro da lei e preservam a competitividade da nova loja.
Sem esse cuidado, você corre o risco de aprovar um ponto que parece viável antes de impostos, mas perde grande parte da rentabilidade depois.
Abra a próxima loja com base em dados, não em apostas
Em resumo, análise de ponto comercial não é um detalhe burocrático: ela define se a nova unidade nasce para gerar lucro ou para consumir energia da empresa.
Quando você combina estudo de localização, leitura de mercado e contabilidade consultiva, a escolha do endereço deixa de ser um palpite caro e se transforma em decisão amparada por números.
Por isso, antes de assumir um compromisso de longo prazo com um imóvel, vale contar com o apoio de uma equipe contábil especializada em abertura e expansão de empresas.
Com essa parceria, você avalia o ponto com profundidade, projeta o resultado da loja e estrutura o negócio desde o início para crescer com segurança no endereço certo, para o público certo e com a viabilidade comprovada no papel.
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