Contabilidade consultiva no terceiro setor para medir impacto real

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A contabilidade consultiva no terceiro setor transforma dados dispersos em decisões estratégicas, demonstrando impacto social real e fortalecendo a credibilidade dos seus projetos.

Todo gestor do terceiro setor já ouviu a mesma pergunta de financiadores, conselhos ou empresas parceiras: “esse projeto realmente compensa o valor que investimos?”. 

Para responder com segurança, não basta mostrar boas histórias; é preciso traduzir impacto em números. 

É justamente aí que a contabilidade consultiva no terceiro setor se torna essencial, porque organiza as finanças, conecta dados de resultado e cria uma base confiável para medir o retorno social do investimento.

Quando a organização enxerga seus projetos por essa perspectiva, passa a saber, com mais clareza, quanto cada real investido devolve em valor social. 

Em vez de apresentar apenas a quantidade de atendimentos, a instituição mostra quais transformações foram geradas e como elas se convertem em benefícios concretos para pessoas, comunidades e parceiros estratégicos. 

Assim, a contabilidade consultiva no terceiro setor deixa de ser apenas uma obrigação contábil e passa a ser um instrumento central de gestão, captação de recursos e prestação de contas.

O que é contabilidade consultiva no terceiro setor?

Antes de calcular qualquer indicador de impacto, a instituição precisa ter a “casa contábil” em ordem. 

A contabilidade tradicional cumpre o papel de registrar documentos, apurar impostos e entregar obrigações legais. 

Já a contabilidade consultiva para o terceiro setor vai além: ela organiza as contas de modo que façam sentido para a gestão, não apenas para o fisco.

Na prática, o contador consultivo estrutura o plano de contas por projeto, por fonte de recurso e por tipo de despesa. 

Dessa forma, o gestor consegue enxergar quanto entra em cada programa, quanto sai e quais iniciativas consomem mais orçamento. 

Além disso, participa das decisões do dia a dia, ajuda a montar cenários, acompanha o fluxo de caixa e alerta sobre riscos de desequilíbrio financeiro. 

Com isso, a contabilidade deixa de ser um custo inevitável e se torna uma aliada direta da continuidade das ações sociais.

SROI: como transformar impacto em retorno social mensurável?

Com a base organizada, fica muito mais viável falar em SROI – Social Return on Investment, ou retorno social do investimento. 

Em termos simples, o SROI relaciona o valor dos resultados sociais gerados por um projeto ao total de recursos aplicados. 

A pergunta central é direta: para cada real investido, quanto valor social estimado esse projeto devolve?

Para responder, a instituição precisa ir além de indicadores de atividade, como quantidade de pessoas atendidas ou número de oficinas realizadas. 

É necessário mapear quais mudanças esses atendimentos provocaram:

  • Aumento de renda;
  • Melhora de desempenho escolar;
  • Redução de ocorrências de violência;
  • Fortalecimento de vínculos familiares;
  • Inserção produtiva, entre outros efeitos relevantes. 

Esses resultados, quando bem registrados, mostram que o projeto gera impacto concreto, e não apenas movimentação.

Como a contabilidade consultiva sustenta o SROI?

Para que o cálculo de SROI seja mais do que um exercício teórico, a contabilidade consultiva precisa apoiar o processo em três frentes principais: organização de custos, integração com indicadores e clareza na apresentação.

Em primeiro lugar, é indispensável separar custos por projeto e por atividade. 

Isso envolve ajustar o plano de contas, criar centros de custo específicos e orientar a equipe a lançar cada despesa no lugar correto. 

Quando a instituição sabe com precisão quanto foi investido em determinado programa, consegue comparar esse valor com os resultados alcançados e analisar o retorno social do investimento com bem mais segurança.

Em segundo lugar, é necessário conectar os números contábeis aos indicadores de impacto. 

A contabilidade consultiva trabalha junto com as áreas de projetos para alinhar períodos de análise, padronizar relatórios e garantir evidências mínimas para os resultados divulgados.

Dessa forma, o SROI passa a refletir o que realmente acontece em campo, e não apenas projeções otimistas.

Por fim, a etapa de comunicação é decisiva. 

Não adianta calcular o SROI se os dados forem apresentados de maneira confusa. 

A contabilidade consultiva no terceiro setor contribui para criar relatórios e apresentações que mostram, de forma direta, quanto foi investido, quais mudanças foram geradas e qual foi o retorno social estimado por real aplicado. 

Isso facilita o diálogo com conselhos, financiadores, órgãos públicos e parceiros privados.

Por que organizações sem contabilidade consultiva perdem espaço?

O terceiro setor vem se tornando cada vez mais profissionalizado. 

Editais, empresas e investidores sociais estão mais criteriosos e exigem organizações capazes de demonstrar, com objetividade, como os recursos são utilizados e quais resultados concretos são entregues. 

Nesse cenário, instituições que não contam com contabilidade consultiva no terceiro setor perdem competitividade.

Elas podem até ter bons projetos, porém encontram dificuldade para comprovar eficiência no uso do dinheiro, justificar custos e traduzir impacto em linguagem acessível. 

Já organizações que estruturam seus dados, medem o SROI e apresentam relatórios consistentes transmitem segurança. 

Consequentemente, tendem a ter mais facilidade para renovar parcerias, participar de chamamentos públicos e acessar novas fontes de financiamento.

Transforme impacto em argumento forte para captação de recursos

Se a sua organização atua no terceiro setor e ainda não utiliza a contabilidade como ferramenta estratégica, este é um bom momento para rever essa postura. 

Ao adotar a contabilidade consultiva no terceiro setor, você cria as condições necessárias para enxergar melhor seus números, medir o retorno social do investimento e transformar impacto em argumentos concretos de captação.

Com uma estrutura contábil organizada, torna-se mais fácil comprovar que cada real investido produz resultados reais, sustentáveis e alinhados à missão institucional. 

Esse tipo de evidência pesa na decisão de empresas, fundações e órgãos públicos que precisam justificar, internamente, onde estão alocando seus recursos.

Buscar o apoio de uma equipe especializada em contabilidade consultiva para o terceiro setor é, portanto, mais do que uma escolha técnica. 

Trata-se de um passo estratégico para fortalecer a credibilidade da sua organização, ampliar o diálogo com investidores sociais e garantir que o trabalho realizado seja reconhecido não apenas pela intenção, mas sobretudo pelos resultados que ele efetivamente entrega.

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